Luto

O luto é definido como um conjunto de reações emocionais, físicas, comportamentais e sociais resultante da perda de alguém ou algo muito querido. Pode provocar um quadro depressivo que, para ser superado, necessita de algum tempo para que o “trabalho de luto” possa ser elaborado.

 

Assim, em torno de seis meses após a perda, muitos dos enlutados chegam a aceitá-la, vislumbrando possibilidades de se relacionarem satisfatoriamente com outras pessoas, sendo capazes de trabalhar produtivamente e de desfrutar de atividades de lazer.

 

A indicação de psicoterapia para o luto, portanto, não é automática. No caso do luto normal é provável que o enlutado elabore seu luto sem necessidade de auxílio terapêutico. Embora iniciar uma psicoterapia quase sempre seja útil, indicá-la para quem não tem demanda, em geral, é fonte de abandonos, porque a pessoa não vê necessidade em fazê-la.

 

Por outro lado, algumas vezes, o processo de luto não se processa de maneira satisfatória, ou seja, o processo torna-se demasiadamente prolongado e o vínculo com a pessoa morta permanece intenso. Nestes casos, é considerado luto patológico ou complicado e, sem dúvida, é uma situação que pode gerar sérias consequências quando não cuidada adequadamente. Ao contrário do luto normal, no luto patológico a indicação de psicoterapia é fundamental, uma vez que poderá auxiliar o enlutado no processo de desligamento do ente querido que ele necessite realizar.

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