Obesidade

Atualmente, a obesidade é compreendida como doença de origem multifatorial e definida como o acúmulo excessivo e patológico de gordura no organismo. Associada à alta incidência de morbidade e mortalidade, em função das graves repercussões, é vista como grande problema de saúde pública em diversos países e considerada, pela Organização Mundial de Saúde a doença do século XXI. Diabetes melito, hipertensão, doença coronariana, acidente vascular cerebral, são alguns exemplos de complicações clínicas que a obesidade traz à saúde.

 

A causa da obesidade também é aspecto que revela a complexidade do tema. Várias correntes de pensamento tentam explicar o fato da pessoa se tornar obesa. Embora haja divergência na forma de compreender a doença, parece haver consenso quanto à etiologia multifatorial, ou seja, fatores genéticos, psíquicos, comportamentais e ambientais, muitas vezes, indissociáveis entre si, são reconhecidos na literatura para explicar sua causa. A obesidade seria, então, produto de grupo de fatores em interação - de ordem individual ou familiar - predisponentes, desencadeantes e perpetuantes.

 

Outro aspecto importante também revelado em alguns relatos é o fato de que os obesos, em geral, apresentam dificuldade em distinguir sensações corporais e psíquicas. Por exemplo, são pessoas que apresentam dificuldades em  diferenciar fome e solidão, sinalizando que algo sempre parece faltar em suas vidas. Em outras palavras, o paciente obeso utiliza-se do comer para saciar a sua fome psíquica e não sua fome física.

 

Assim, no cuidado clínico com o paciente obeso, torna-se fundamental investigar qual a representação da atitude de comer impulsivamente. Ou seja, é importante do ponto de vista da clínica, seja ela psicológica ou médica, ter claro que nem sempre o eixo do trabalho será o sintoma. Isso significa a necessidade de uma aliança terapêutica do indivíduo com os diversos profissionais de saúde para que se possa - de fato - oferecer ao paciente um atendimento global e adequado. Um atendimento onde o paciente possa ser compreendido como ser total, portador de conflitos, dores, agonias, pensamentos e sentimentos, além de seu sobrepeso.

 

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