Síndrome do Pânico

Por suas características e sintomas a síndrome do pânico é considerada uma espécie de situação limite para aqueles que já vivenciaram ou vivenciam sensações descritas, comumente, de maneira muito semelhante: aflição no peito, taquicardia, sudorese, contrações musculares, medo de perder o controle, sensação de morte iminente.São essas manifestações físicas e psíquicas que, reunidas, constituem o quadro sintomatológico da síndrome do pânico.

 

Em geral, nas pessoas que apresentam este quadro clínico, instala-se o que vem sendo chamado de "medo do medo", isto é, o medo de que a crise retorne. A partir da primeira crise, qualquer estímulo interno (uma dor, tonteira, alterações nos batimentos cardíacos, etc) ou externo (um lugar, um cheiro, túnel, ônibus, metrô, etc), por meio de um processo de associação, pode remeter a pessoa à situação de crise anterior e, assim, funcionar como um elemento desencadeador de uma nova crise.

 

Neste contexto, o indivíduo, com o intuito de se defender da ocorrência de novas crises, pode desenvolver diferentes tipos de medos e fobias, porém irracionais e sem sentido perante a realidade concreta.

Consequentemente, e de uma maneira gradativa, a vida cotidiana das pessoas acometidas pela síndrome do pânico, vai se tornando muito limitada e restrita, cujo resultado final, muitas vezes, é a sensação de incapacidade de dirigir a própria vida.

 

As tarefas do dia-a-dia tornam-se dificuldades intransponíveis. Muitas pessoas são acometidas por um sentimento de total impotência e incompetência relacionados a todos os setores da vida. As limitações vão se impondo sucessivamente e o indivíduo pode vir a se sentir enclausurado em sua própria casa (agorafobia), e dependente de terceiros.

Importante ressaltar que a cura não ocorre de forma espontânea, o que significa que a sintomatologia não desaparece a não ser a pessoa receba tratamento especializado.

 

Atualmente, o tipo de tratamento para a síndrome do pânico que tem mostrando bons resultados, tem se baseado na associação de psicoterapia e medicamentos. Enquanto a psicoterapia auxilia o paciente na compreensão dos motivos do pânico e estimula as mudanças de atitudes necessárias para eliminá-lo, os medicamentos garantem o equilíbrio necessário para que o paciente possa se beneficiar da psicoterapia.

 

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