Situações de Doença

Apesar dos avanços da medicina, diante de um diagnóstico de uma doença considerada grave, é comum a pessoa sentir-se desestruturada e fragilizada, pois muitas doenças ainda continuam sendo estigmatizadas e carregadas de preconceitos.

 

Assim, a época do diagnóstico de uma doença é um tempo de medos e fantasias, culpas e questionamentos, revolta e incerteza, inquietações e desamparo. Isso é normal, embora as reações emocionais possam variar de pessoa para pessoa. Ou seja, embora existam semelhanças quanto ao prognóstico psicológico diante dos acontecimentos, cada paciente viverá este momento de maneira única e individual. Isto acontece porque cada um atribui significados diferentes para o seu problema em questão e estes significados são influenciados por sua história de vida, suas características de personalidade, seus recursos cognitivos-afetivos, suas crenças, seu momento de vida, suas experiências anteriores, além do contexto sociocultural no qual se vive.

 

Neste período, também são comuns as reações iniciais de incredulidade e de questionamentos sobre a validade do diagnóstico, levando o paciente à procura de outros médicos para novos exames na busca da confirmação da doença ou da reversão da realidade.

 

Soma-se a este cenário o fato de que os diagnósticos graves trazem vivências muito peculiares para a maioria das pessoas. A ruptura na forma habitual de vida, a frustração de sonhos e projetos pessoais, profissionais, familiares, o caminho do tratamento - por vezes incerto, doloroso e prolongado -, a incerteza e a insegurança de futuro são aspectos que também podem trazer profundo sofrimento e, consequentemente, abalar a integridade psicológica dos pacientes.

 

Para a amenização desses aspectos salienta-se a importância e a qualidade do acompanhamento, orientação e apoio de seu médico e de uma equipe de profissionais especializados, além de sua rede de apoio (familiares e amigos). Contar com pessoas que ofereçam retaguarda, atenção e apoio poderão favorecer o enfrentamento da situação e o caminho a ser percorrido poderá ser feito com mais tranquilidade.

 

Além de compartilhar as dificuldades com o médico responsável, é aconselhável que se busque ajuda com um profissional especializado da área de psicologia. Ter um espaço onde seja possível expressar livremente os sentimentos em relação ao adoecimento poderá amenizar o sofrimento e, consequentemente, proporcionar uma condição emocional mais favorável à recuperação.

 

O acompanhamento psicológico também poderá oferecer um suporte para que a pessoa reassuma suas funções profissionais, sociais, familiares e sexuais anteriores à doença e tratamento. Ou seja, poderá auxiliar no caminho da readaptação que será preciso percorrer.

 

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